Método

Seu primeiro mês num idioma novo: um plano semana a semana que se sustenta

O que fazer nos primeiros trinta dias, em ordem: a escrita, os sons, cem palavras e a primeira conversa. Pensado para quinze minutos por dia.

O primeiro mês é onde a maior parte do aprendizado de idiomas termina, e quase nunca porque o idioma era difícil demais. Termina porque a pessoa tentou fazer tudo ao mesmo tempo, ficou para trás no próprio plano na segunda semana e concluiu que é do tipo que não termina as coisas. Um primeiro mês que se sustenta é estreito de propósito: um idioma, um horário no dia e uma coisa para conquistar em cada semana.

Pontos principais

  • Decida duas coisas antes de começar: o idioma e o horário. As duas são mais difíceis de mudar depois do que o método.
  • Quinze minutos por dia, sempre no mesmo horário, valem mais que duas horas no domingo. O objetivo do primeiro mês não é conhecimento, é o horário.
  • No fim de quatro semanas, você deve conseguir ler a escrita, dizer umas vinte frases sobre você e entender alguém falando devagar sobre um tema conhecido. Só isso, e é o bastante.

Antes do primeiro dia: duas decisões

Qual idioma. Se você está em dúvida entre dois, ganha aquele em que você se divertiria até falhando, pelos motivos explicados em qual idioma aprender.

Quando. Escolha um momento que já existe no seu dia e prenda a sessão a ele: depois do café da manhã, no ônibus, enquanto o macarrão cozinha. Uma decisão de horário sobrevive a uma semana ruim; a decisão de estudar “todo dia” não, e esse é todo o argumento de criar um hábito diário.

Não compre nada ainda. Não abra cinco apps. Não passe uma semana lendo comparações de métodos, que é procrastinação de jaleco.

Semana 1: a escrita e os sons

Se o idioma usa uma escrita que você não sabe ler, esta semana é a escrita e mais nada: de dez a quinze minutos por dia, som e forma aprendidos juntos, palavras reais a partir do terceiro dia. O cirílico leva alguns dias, o hangul leva horas, os kanas levam duas semanas, e os sinais de tom do vietnamita são aprendidos como um conjunto, junto com seus sons. Os detalhes estão em aprender um novo alfabeto.

Se a escrita é conhecida, passe a semana nos sons: os cinco ou seis que não existem no seu idioma, ouvidos em pares e repetidos em voz alta. As duas versões da primeira semana têm o mesmo objetivo. Você está ensinando o ouvido e a boca antes de ensinar a memória, porque tudo o que você aprender depois fica guardado com a pronúncia que você dá agora.

Semana 2: cem palavras, dentro de frases

Não uma lista. Pegue as cem palavras da sua vida: cumprimentos, os números até vinte, os verbos que você usa o tempo todo, a comida que você come, as seis perguntas básicas. Aprenda cada uma dentro de uma frase curta, porque uma palavra numa frase é algo que você consegue dizer, e uma palavra numa lista é algo que você consegue reconhecer. Coloque-as num treino de repetição espaçada no mesmo dia em que as encontrar e deixe a agenda cuidar da memória.

Diga cada uma delas em voz alta. Vocabulário silencioso é meia palavra.

Semana 3: suas vinte frases e a primeira escuta

Escreva as vinte frases de que você vai precisar de verdade, no seu idioma, e monte-as: quem você é, onde mora, o que faz, do que gosta, o que quer pedir, onde fica algo, quanto custa, o que fez ontem. Pratique até elas saírem inteiras, e não montadas.

Acrescente cinco minutos de escuta por dia, com transcrição. Um diálogo curto, ouvido às cegas, depois lido, depois ouvido de novo, que é o ciclo de entender a fala rápida. Vai parecer difícil demais. É para parecer, e deixa de ser difícil demais lá pela quinta semana.

Semana 4: use, depois olhe para trás

Tenha uma conversa. Um professor, um parceiro, um desconhecido numa loja, um áudio para um amigo. Três minutos já são uma conversa. Vai ser desconfortável, e vai reorganizar suas prioridades com mais eficiência do que qualquer plano: você vai descobrir exatamente de que quatro frases precisava e não tinha.

Depois olhe para o mês e anote o que você consegue fazer, não o que deixou de cobrir. Ler a escrita. Vinte frases. Cem palavras. Um diálogo que você entendeu. Essa lista é o motivo para começar o segundo mês.

SemanaQuinze minutos por diaNo domingo você consegue
1A escrita, ou os sons desconhecidosLer as letras devagar e ouvir os sons difíceis
2Cem palavras do dia a dia, em frasesReconhecer a maioria das palavras num texto para iniciantes
3Vinte frases sobre você, mais cinco minutos de escutaApresentar-se sem montar a frase palavra por palavra
4Revisão, mais uma conversa de verdadeDar conta de uma troca curta sobre um tema conhecido

O que pular no primeiro mês

  • Tabelas de gramática. Você vai precisar de gramática, e ela assenta melhor quando você já tem frases em que prendê-la. Veja gramática sem sofrimento.
  • Pular de app em app. Cada app novo custa uma semana de configuração e devolve o mesmo conteúdo de iniciante.
  • Material nativo para nativos. Um filme em velocidade normal na segunda semana não ensina nada, a não ser que você não entende filmes.
  • Sessões longas. Uma hora no sábado parece produtiva e ensina ao seu cérebro que isso é um evento ocasional.
  • Sotaque perfeito desde o primeiro dia. Mire em ser entendido. A precisão vem depois, com retorno sobre sons específicos.

No LinguaPair

O primeiro mês é a parte do app que é gratuita em todos os cursos: o A0, o sistema de escrita, com cada caractere narrado e para traçar com o dedo, e o A1, onde as cem palavras chegam dentro de frases com áudio. A meta diária quem define é você, e a sequência foi pensada para sobreviver a uma noite perdida, não para puni-la. As palavras das lições, da Leitura e dos Filmes caem num único treino de repetição espaçada, então as cem palavras da segunda semana continuam voltando na quarta sem que você agende nada. E se você está fazendo isso com alguém, cada um tem o próprio curso e o próprio nível e os dois dividem a sequência, que é a diferença entre um plano e um compromisso marcado.